Aplicativo chinês de mensagens se adapta aos gostos locais

WeChat, da Tencent, o serviço de mensagens por voz, texto e foto vem cheio de recursos que agradam aos consumidores asiáticos (tais como a possibilidade de se conectar com desconhecidos próximos de maneira aleatória) mudou seu nome de “Weixin” para ter apelo global mais amplo. Em setembro de 2012, o serviço adicionou suporte em híndi na Índia, somando-se ao suporte para tailandês, vietnamita e indonésio. Em dezembro de 2012, foi até disponibilizado para a plataforma Blackberry, de acordo com o gosto dos usuários do Sudeste Asiático.

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LG no mercado indiano

A coreana LG Electronics trabalha com uma estratégia de “microlocalização” na Índia desde 2010. A empresa hoje tem 27 produtos feitos sob medida para esse mercado, entre eles o Microondas Charcoal Lighting Heater, que inclui um menu de cozimento automático com ajustes para mais de 130 receitas indianas (incluindo naans, parathas e receitas de tandoori como murg tandoori e paneer tikkas). A marca foi eleita como a marca de bens de consumo duráveis mais confiável da Índia em 2012.

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Cultura: cerveja local

A cervejaria chinesa Tsingtao adaptou sua garrafa de cerveja para os consumidores de Chengdu (que tal isso para um exemplo de LOCALIZASIAN verdadeiramente regional?). A garrafa nova é maior – comporta entre 1 e 1,7 litros – e permite que a cerveja seja servida em copos pequenos e compartilhada com o acompanhamento de comida de Sichuan. Isto imita a maneira tradicional como o baijiu (um destilado chinês) é consumido.

Cerveja asiática

Conceito: Localizansian

Consumidores asiáticos nunca tiveram expectativas mais altas, ao mesmo tempo em que marcas por toda a Ásia estão produzindo cada vez mais produtos e serviços que oferecem o melhor de cada categoria. Não é para menos que a ânsia entre os consumidores asiáticos por produtos e serviços feitos sob medida para atender a suas necessidades – por marcas regionais que realmente os entendem – tem tudo para crescer de maneira espetacular.

Espere ver um boom de produtos “Fabricados na Ásia, para a Ásia, da Ásia”, impulsionado* por fatores como:

  • A corrida pelo consumidor asiático resultou em expectativas regionais cada vez mais altas e, portanto, na demanda por produtos e serviços que entendem essas pessoas “direitinho”.
  • O desejo entre os consumidores asiáticos por sucesso regional e a receptividade cada vez maior dos consumidores asiáticos a marcas asiáticas que oferecem o melhor de cada categoria.
  • afinidade natural que as marcas asiáticas têm pelas necessidades e desejos do consumidor regional.**

* Existem correntes econômicas e políticas fundamentais que impulsionam esta tendência, tais como o fortalecimento de blocos comerciais regionais e o desejo de separar a região e protegê-la contra choques econômicos globais. 

Tendência asiática

Conceito: Virgin Consumer

Um VIRGIN CONSUMER (CONSUMIDOR VIRGEM) – que não conhece muito sobre os produtos, serviços, apps, experiências ou marcas com que se depara todos os dias.

Mas, longe de serem acanhados, os VIRGIN CONSUMERS têm desejo, testam e experimentam, mais do que nunca, todas essas novidades de marcas, produtos, serviços e experiências. Desde que as marcas façam com que tudo isso não exija esforços e seja simples, intuitivo e, claro, divertido.

Geração Y e Z

Plano de negócios x Modelo de negócios

Saras Sarasvathy, da Universidade da Virginia, é uma das mais respeitadas pesquisadoras atuais no campo de empreendedorismo e tornou-se referência com sua teoria Effectuation, na qual defende que os empreendedores, na sua maioria, tomam decisões baseadas mais nas circunstâncias do momento do que em planejamentos e previsões.

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Os princípios do Effectuation são os seguintes:

 

1 – Trabalhar com que se tem. Ela faz uma comparação com a preparação de uma comida. Na lógica causal tradicional, segue-se uma receita pré-determinada e testada. Na lógica da teoria do Effectuation, simplesmente abre-se a geladeira, vê o que tem, e decide na hora o que vai fazer com o que tem;

 

2- Apostar o que pode perder. A lógica causal faz uma análise do investimento em termos de riscos e benefícios. No pensamento do Effectuation, os empreendedores são extremamente autoconfiantes e adoram tomar riscos, preferindo abrir mão do domínio do dinheiro para algo que dá um potencial futuro maior, embora não consiga demonstrar estes ganhos de forma racional;

 

3- Colcha de retalhos. Enquanto o pensamento causal vê um problema para se resolver como peças de um quebra-cabeça, já pré-determinados, com um posicionamento específico e com certa previsibilidade, em Effectuation, o problema pode ser encarado com uma colcha de retalhos, que vai ganhando forma na medida em que vai sendo construído;

 

4- Fazer do limão uma limonada. Coisas podem dar errado. Assumir e abraçar as surpresas é diferente de evitá-las;

 

5- O futuro é construído a partir do que as pessoas fazem e não de tendências inexoráveis. Novos mercados e novos produtos surgem a partir do conjunto de restrições e oportunidades geradas por pessoas que trazem recursos. Grandes negócios começam pequeno. Uma mínima parcela de negócios bem sucedidos já começou grande. Existe uma distância grande entre servir uma refeição e construir uma rede de restaurantes. O empreendedor não sabe quando seu negócio começou e nem quando vai terminar;

 

Estes princípios trazem uma série de questões sobre o desenvolvimento de negócios, dentre as quais, uma das mais relevantes é: o que vem primeiro, o negócio ou a oportunidade? Os mercados já estão lá ou eles são desenvolvidos pelos nossos negócios? Veja casos como a Sears, o E-bay, o Grameen Bank , a Starbucks ou a Staples. Eles trouxeram valor onde não existia antes. Estes negócios surgiram para atender uma necessidade já existente ou a necessidade surgiu com o negócio?

 

Enquanto a lógica causal diz que a necessidade estava lá e foi atendida intencionalmente por estas empresas, a lógica do Effectuation afirma que as oportunidades foram construídas na medida em que foram identificadas, mais ou menos ao mesmo tempo.

Four Seasons: a força das recomendações

A cadeia de hotéis de luxo Four Seasons renovou seu site em janeiro de 2012 e incluiu avaliações de clientes que aparecem no TripAdvisor, além de comentários no Facebook e Twitter.

Os comentários estão em lugar visível, e os usuários podem acessar esse conteúdo externo a partir do site, algo que ainda é raro em sites de marcas de luxo.

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Conceito: Flawsome

Consumidores não esperam que as marcas sejam completamente sem falhas. De fato, consumidores abraçarão marcas que são FLAWSOME – marcas que são geniais apesar de suas falhas; mesmo com falhas (e elas são sinceras sobre isso) elas podem ser fantásticas.

Estou falando de marcas que mostram alguma empatia, generosidade, humildade, flexibilidade, maturidade, humor e (ouso dizer) algum caráter e humanidade.

Há dois vetores chaves que alimentam a tendência FLAWSOME:

  • HUMAN BRANDS: Sabemos que muitas coisas, inclusive o atual desdém geral com relação ao mundo corporativo e a influência da cultura online (com sua honestidade brutal e natureza imediatista), estão afastando os consumidores de marcas chatas e insossas e levando-os na direção de marcas que têm personalidade.
  • TRANSPARENCY TRIUMPH: Os consumidores estão se beneficiando de uma transparência quase total e brutal (e assim estão descobrindo os defeitos das marcas de qualquer jeito), devido à enorme quantidade de avaliações de usuários, vazamentos de informações e índices de satisfação disponíveis na web.

Em fim, a natureza humana diz que as pessoas têm dificuldades em estabelecer um elo verdadeiro,se aproximar, ou realmente confiar em outros humanos que fingem não ter fraquezas, defeitos, ou erros – e tratam as marcas da mesma forma.

Duas coisas para se ter em mente:

  1. O conceito de algo “sem defeito” é uma ilusão, e pode até ser perigoso. Eventuais avaliações negativas de consumidores não matarão sua marca. Ao contrário: quando se publicam avaliações negativas e positivas lado a lado, a confiança das pessoas nas avaliações positivas aumenta. Os consumidores não são burros: sabem que nenhum produto vai satisfazer todo mundo o tempo todo. Algumas estatísticas:
    • 68% de consumidores confiam em avaliações de consumidores quando vêem escores positivos e negativos juntos, enquanto 30% desconfia de censura ou avaliações falsas se não houver comentários e avaliações negativos juntos (Fonte: Reevoo.com, janeiro de 2012).
    • Os consumidores que se esforçam para ler as avaliações negativas acabam comprando 67% mais vezes que a média (Fonte: Reevoo.com, janeiro de 2012).
  2. As coisas podem dar errado. Da mesma forma que os consumidores nunca antes tiveram a oportunidade de fazer suas reclamações serem notadas tanto quanto hoje em dia, as marcas também têm a oportunidade de reagir e responder como nunca antes. Se elas fizerem direito, os defeitos de uma marca podem se tornar FLAWSOME, as reputações podem ser reparadas, senão reinventadas.
    • 76% das pessoas que reclamam via Twitter não recebem resposta da marca. Mas entre aquelas que foram contatadas, 83% gostou ou adorou que a marca respondeu, e 85% ficou satisfeito com a resposta (Fonte: Maritz Research, setembro de 2011).

Consumo